O Céu é para os violentos

O Céu é para os violentos
A vida dos santos não é um conto distante ou um romantismo irreal: é a prova viva de que o Céu é possível. A Igreja, em sua maternidade eterna, nos deu os santos como presente, como faróis em meio à escuridão, para que neles pudéssemos nos espelhar e entender que não existe situação de pecado, miséria ou queda que seja maior que a graça de Deus. Se eles conseguiram, nós também podemos.

A santidade não é para os perfeitos, mas para os determinados. O Evangelho nos escancara essa verdade quando diz que "o Reino dos Céus é arrebatado à força, e são os violentos que o conquistam" (cf. Mt 11,12). Violentos não de punhos cerrados, mas de alma decidida. Homens e mulheres que se levantam da lama, enfrentam suas fraquezas, esmurram o próprio peito, jejuam, choram, servem, perdoam e amam com intensidade.

Cada geração verá surgir, pela mão providente da Igreja, um santo que servirá como espelho. Um Francisco para confrontar a vaidade, uma Teresinha para ensinar o caminho da infância espiritual, um João Paulo II para mostrar o poder do perdão, uma Madre Teresa para lembrar que amar até doer é ainda pouco diante da Cruz. Deus não cessa de levantar colunas para sustentar o edifício da fé nos tempos difíceis.

Por isso, ninguém poderá dizer no fim: "Não deu, era impossível". Porque diante de nós, a Igreja estende uma nuvem de testemunhas (cf. Hb 12,1), e todos eles proclamam com sua vida: a santidade é o único caminho, e o Céu é para os que não desistem de lutar.

Publicado em: 04 de abril de 2025

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